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Cardeal Dom Avelar

Cardeal Avelar Brandão Vilela Imagem: CNBB

O Cardeal Avelar Brandão Vilela foi um purpurado católico nascido na cidade de Viçosa, estado de Alagoas, em 13 de junho de 1912. Filho da Srª. Isabel Brandão Vilela e do Sr. Elias Brandão Vilela, o jovem Avelar iniciou seus estudos no Seminário Central de Maceió e no Seminário da Arquidiocese de Olinda e Recife, sendo ordenado presbítero no dia 27 de outubro de 1935 por dom Antônio Maria Alves de Siqueira. O sacerdote se tornou membro do corpo docente e orientador espiritual do Seminário Central de Aracaju, assumindo ainda o secretariado da então diocese de Aracaju. Enquanto sacerdote, Avelar Brandão foi ainda capelão diocesano da Ação Católica. O Cardeal Avelar Brandão Vilela tinha como irmão o senador, vice-governador e deputado estadual por Alagoas, Teotônio Vilela; e como sobrinho, o governador e senador pelo estado do Alagoas, Teotônio Vilela Filho.

Após 11 anos de ministério sacerdotal e com apenas 33 anos de idade, Avelar Brandão Vilela foi nomeado pelo Papa Pio XII como bispo diocesano de Petrolina, em Pernambuco, sendo ordenado no dia 27 de outubro de 1946 por dom José Thomas Gomes da Silva, primeiro bispo diocesano de Aracaju. Em 5 de novembro de 1955, dom Avelar Brandão Vilela foi transferido pelo Papa Pio XII para Teresina, no Piauí, tornando-se arcebispo na Arquidiocese de Teresina. Dom Avelar frequentou o Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965, e foi eleito no ano de 1966 presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), mandato que exerceu até 1972. Frequentou a Primeira Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, na Cidade do Vaticano, entre 29 de setembro e 29 de outubro de 1967, e a primeira Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, entre 11 a 28 de outubro de 1969, além da II Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos, entre 30 de setembro e 6 de novembro de 1971. Em 25 de março de 1971, dom Avelar foi transferido pelo Papa Pio VI para a Arquidiocese de São Salvador da Bahia.

Dois anos após se tornar arcebispo de São Salvador, dom Avelar Brandão Vilela foi criado cardeal da Igreja Católica em 5 de março de 1973, no Consistório Ordinário Público de 1973, recebendo o barrete cardinalício das mãos do Papa Paulo VI e o título cardinalício de São Bonifácio e Santo Aleixo. Em 1975 requereu da Santa Sé o Título da primazia do Brasil para a Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Atendendo a prece do cardeal Avelar, o Santo Padre enviou seu representante, o núncio apostólico, para conferir o título de primazia numa cerimônia na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador, em 25 de outubro de 1980, tornando a Arquidiocese de Salvador, Sé Primaz do Brasil. Enquanto cardeal, dom Avelar Brandão Vilela participou do conclave de agosto de 1978, que elegeu como Papa o Beato João Paulo I, e do conclave de outubro de 1978, que elegeu como pontífice São João Paulo II.

O Cardeal Avelar Brandão Vilela faleceu em 19 de dezembro de 1986, de câncer de estômago, sendo sepultado na Catedral Basílica do Santíssimo Salvador, Igreja Primaz do Brasil.

Em homenagem ao seu antecessor no arcebispado de São Salvador da Bahia, o cardeal Frei Lucas Moreira Neves batizou a Fundação Arquidiocesana criada no seu governo pastoral como Fundação Dom Avelar Brandão Vilela, com a missão de “promover o desenvolvimento integral da pessoa humana a partir de uma ação social libertadora fundamentada nas Sagradas Escrituras e no Magistério da Igreja, apoiando-se entre outros nos modernos meios de comunicação social”. (Art.2º, Escritura Pública de Instituição).

No texto de apresentação do livro “Dom Avelar Brandão Vilela: Um Bispo do Brasil-Nordeste”, de autoria do padre Danilo Pinto dos Santos e de Adriano Portela, o arcebispo emérito da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, dom Murilo Sebastião Krieger, SCJ, define o Cardeal Brandão Vilela como “múltiplo pela diversidade de campos em que atuou; era um porque nele tudo se unia no mesmo ideal: Jesus Cristo. Ainda segundo dom Murilo: Toda sua vida foi dedicada ao Reino de Deus. No final dos seus dias, marcados pela enfermidade, deve ter-se aprofundado na certeza de que, para Deus, mais importante não é o tempo da vida que alguém lhe doa, importante é a intensidade do amor”.