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Diretor da Rede Excelsior de Comunicação, padre Danilo Pinto, assessora criação de Grupo de Trabalho em Inteligência Artificial da CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou, na manhã da última terça-feira, a 119ª Reunião do Conselho Permanente, realizada na sede da entidade, em Brasília (DF). O encontro reúne a Presidência da Conferência, os bispos presidentes das Comissões Episcopais e dos Regionais da CNBB, além de representantes de pastorais e organismos eclesiais. A programação segue até a manhã de quinta-feira, com debates e reflexões sobre temas ligados à realidade da sociedade e à missão evangelizadora da Igreja no Brasil.

Entre os destaques da reunião esteve a proposta de criação de um Grupo de Trabalho sobre Inteligência Artificial e Tecnologias Emergentes, apresentada pelo padre Danilo Pinto, diretor da Fundação Dom Avelar / Rede Excelsior de Comunicação e assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no âmbito da secretaria executiva do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (INAPAZ). A iniciativa recebeu acolhida dos membros do Conselho Permanente e deverá avançar para as próximas etapas de estruturação e implementação.

A proposta nasce da compreensão de que a Inteligência Artificial ultrapassou a condição de mera ferramenta tecnológica e passou a configurar uma nova ambiência cultural, influenciando a forma como as pessoas se comunicam, constroem relações, acessam informações e vivenciam a própria experiência de fé.

Durante a apresentação, padre Danilo destacou que a chamada cultura algorítmica traz desafios importantes para a escuta, a alteridade, os vínculos comunitários e o discernimento eclesial. A reflexão se insere no contexto do caminho sinodal da Igreja, que busca fortalecer a comunhão, a participação e a missão em todos os ambientes, inclusive os digitais.

A proposta está em sintonia com o crescente interesse da Igreja sobre o tema em âmbito mundial. Nos últimos anos, documentos e iniciativas do Vaticano, pronunciamentos do Papa Francisco e, mais recentemente, reflexões promovidas pelo Papa Leão XIV têm apontado para a necessidade de uma abordagem ética, pastoral e humanista diante dos avanços tecnológicos.

No Brasil, o tema já vem sendo discutido pela CNBB desde 2023 e foi incorporado às novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2026-2032), que reconhecem a Inteligência Artificial como um desafio pastoral, comunicacional, educativo e ético para a ação da Igreja.

O Grupo de Trabalho terá como missão estudar, discernir e sistematizar os impactos das inteligências artificiais sobre a vida da Igreja e da sociedade, oferecendo subsídios, critérios e propostas à Conferência Episcopal. Entre os eixos prioritários previstos estão a sinodalidade e o discernimento eclesial na cultura algorítmica, a transmissão da fé na era digital, a ecologia da comunicação, a promoção da verdade e da presença eclesial nos ambientes digitais, além das questões relacionadas à justiça social, às vulnerabilidades humanas e à cultura da paz.

A iniciativa representa mais um passo da Igreja no Brasil na busca por compreender e responder aos desafios do tempo presente, reafirmando seu compromisso com uma evangelização capaz de dialogar com as transformações culturais e tecnológicas da sociedade contemporânea.

Foto: CNBB

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